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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Troyes: onde a intensidade habita

Troyes é onde realmente a intensidade habita, cada minuto parece uma hora, cada hora um ano. Não chegamos a ficar um ano por lá, não precisamos desse tempo... 5 meses foi o suficiente para notar o quanto crescemos, o quanto mudamos e nos apaixonamos pela vida e pelo que ela nos proporciona.
Hoje faz um ano que Bruno, Giuliano e eu embarcamos para França e encontramos a Lidi por lá. Éramos quatro quase desconhecidos que se tornaram cúmplices, viviamos sabendo que a família de sangue e amigos de mais tempo estavam longe, mas que cada um de nós podia contar com outro para o que precisasse.
Nós formamos um ótimo quarteto, foi um maravilha de semestre, delícia de cidade, de vinhos, queijos e sabores... muitas coisas maravilhosas que vivemos, ensinamentos, amores e desamores, pessoas que jamais serão esquecidas... saudades dessa época que não volta mais, mas tenho na memória, na rebolada, nas palavras cada momento vivido, cada pessoa que convivi.
Como tudo que falei nesse blog foi relacionado a minha própria vida e esse post não seria diferente. Fui a França, aprendi muito. Viajei por lá, aprendi um pouco mais. Voltei, aprendi muito mais ainda. Há poucos dias teve minha formatura e toda grande comemoração fecha um ciclo, esse post me ajuda a fechar mais um ciclo dessa vida. Busco agora (ainda mais) sanar as dúvidas de coração e profissional que ainda pairam, porém tenho certezas que são perenes. Mas sei também que preciso mudar, continuar mudando e buscando e sei o que busco e vou atrás. Nada a mais, nada a menos que um amor verdadeiro e uma vida profissional que sempre imaginei. Opa! nada a mais não! quero muito mais!!!!! Porque a intensidade habita em Troyes, mas ela me visita constantemente.





sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

desprender

Voltar a ser criança é se desprender. Semana passada fomos a Euro Disney, e realmente é um mundo mágico. E eu, que há 15 anos fui na Disney pude rever quase tudo com outros olhos. Lembro bem que aos 14, eu tinha certa vergonha em tirar foto com os personagem ou me deslumbrar com o cenário que eles montam para que a gente se sinta exatamente assim: deslumbrada. Olha que eu não era uma adolescente que se importava muito em parecer ou não criança, mas imagino o trauma que isso pode causar a um adolescente: ser criança/não ser criança, não ser adulto/ser adulto... certeza que mais uma vez, minha mãe teve que ser "dura na queda", teve que saber ensinar, e ensinou bem (tadinha, 3 filhos significa que ela passou por isso 3x), mas essa reflexão sobre a bipolaridade doida da adolescência foi para me fazer pensar porque é tão difícil se desprender? Se desprender da infância, da adolescência, do colo da mãe, de uma cidade, de um amor...Porque é tão difícil soltar as mãos? Soltar as mãos do mesmo jeito quando se solta as mãos na montanha-russa e se curti o vento gelado batendo no rosto. Porque é tão difícil mudar de cidade, de emprego, porque é tão difícil "experimentar o novo"?
De uns dias para cá, resolvi que iria me desprender de algumas coisas : começei me desprendendo de uma pessoa que estava me fazendo mal, e talvez, fazendo com que eu perdesse outras coisas, e nesse instante, notei que já pratico a arte de "soltar as mãos". Me desprendi quando fui para Londres, me desprendi quando fiz a primeira tatuagem, e a segunda, me desprendi quando chorei dias e noites por um namorado que me deixou, me desprendi há 3 meses quando decidi vir para Troyes e tantos outros desprendimentos que ainda não tinha me dado conta... não tinha me dado conta que não é tão difícil assim se desprender...e quando a gente se desprende as oportunidades fluem mais, o olhar se abre... não é tão díficil soltar a mão da montanha-russa e se sentir ainda mais livre. Não vem me dizer que na montanha-russa tem o cinto que te dá a certeza que não vai cair... eu não tenho certeza nenhuma... dá o medo igual, mas não vou deixar de soltar as mãos... não vou deixar de me desprender Se eu ficar presa eu posso perder algo mágico que está por vir...então abra os olhos, solte as mãos e espere o próximo looping!

domingo, 29 de agosto de 2010

A bientôt

Até mais... até breve.

Dessa vez estou me sentindo tão diferente.
Começando que resolvi não querer que minha mãe viesse para me dar tchau no aeroporto. Ela e eu iríamos sofrer mais, fui para praia e fiquei com ela desde quinta-feira, fui paparicada e comi muitas coisas boas (resolvi fazer um estoque pq vou precisar, e comer bem sempre acontece qdo se vai para lá rsrsrsr). Para ser diferente também, as outras despedidas têm sido rápidas, é como um até breve mesmo. Ainda não chorei, mas quase.
Está diferente porque não estou sentindo medo, nem ansiosa ou algo assim. Talvez por saber que não adiantará e idealizar também não seja o melhor caminho, talvez por já ter vivido algo parecido. Ou vai ver é pela confiança que tudo dará certo, que Santa Rita estará comigo e me protegerá. Talvez por isso sim, está diferente porque estou segura!
Ainda não me "caiu a ficha" que depois de 5 anos eu estou fechando as malas novamente, estou abrindo caminho para o destino e desbranvando o desconhecido tão longe. Mais algumas descobertas, mais algumas histórias, mais experiência, isso, experiência, amadurecimento. Isso está diferente de 5 anos, isso está diferente em mim e reflete abertamente.
Não esperei essa viagem, não planejei, não me programei, mas tenho certeza absoluta que ela surgiu para me fazer não só uma profissional mais qualificada, surgiu, ainda mais, para me tornar uma pessoa ainda melhor.
Até Breve, Até mais, A bientôt... fecho as malas, abro o coração!