Voltar a ser criança é se desprender. Semana passada fomos a Euro Disney, e realmente é um mundo mágico. E eu, que há 15 anos fui na Disney pude rever quase tudo com outros olhos. Lembro bem que aos 14, eu tinha certa vergonha em tirar foto com os personagem ou me deslumbrar com o cenário que eles montam para que a gente se sinta exatamente assim: deslumbrada. Olha que eu não era uma adolescente que se importava muito em parecer ou não criança, mas imagino o trauma que isso pode causar a um adolescente: ser criança/não ser criança, não ser adulto/ser adulto... certeza que mais uma vez, minha mãe teve que ser "dura na queda", teve que saber ensinar, e ensinou bem (tadinha, 3 filhos significa que ela passou por isso 3x), mas essa reflexão sobre a bipolaridade doida da adolescência foi para me fazer pensar porque é tão difícil se desprender? Se desprender da infância, da adolescência, do colo da mãe, de uma cidade, de um amor...Porque é tão difícil soltar as mãos? Soltar as mãos do mesmo jeito quando se solta as mãos na montanha-russa e se curti o vento gelado batendo no rosto. Porque é tão difícil mudar de cidade, de emprego, porque é tão difícil "experimentar o novo"?
De uns dias para cá, resolvi que iria me desprender de algumas coisas : começei me desprendendo de uma pessoa que estava me fazendo mal, e talvez, fazendo com que eu perdesse outras coisas, e nesse instante, notei que já pratico a arte de "soltar as mãos". Me desprendi quando fui para Londres, me desprendi quando fiz a primeira tatuagem, e a segunda, me desprendi quando chorei dias e noites por um namorado que me deixou, me desprendi há 3 meses quando decidi vir para Troyes e tantos outros desprendimentos que ainda não tinha me dado conta... não tinha me dado conta que não é tão difícil assim se desprender...e quando a gente se desprende as oportunidades fluem mais, o olhar se abre... não é tão díficil soltar a mão da montanha-russa e se sentir ainda mais livre. Não vem me dizer que na montanha-russa tem o cinto que te dá a certeza que não vai cair... eu não tenho certeza nenhuma... dá o medo igual, mas não vou deixar de soltar as mãos... não vou deixar de me desprender Se eu ficar presa eu posso perder algo mágico que está por vir...então abra os olhos, solte as mãos e espere o próximo looping!
Canto para dividir emoções, sentimentos, risos, gargalhadas e também lágrimas, pois todas emoções são válidas. Singelas palavras "só" para se sentir mais vivo!
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador França. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Trois mois
Começo o post citando Coco Chanel: "Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei". Hoje faz 3 meses que estou na França e parece muito mais, deve ser por que vivemos tudo com muita intensidade, deve ser por que eu sou intensa: fazer uma janta para amigos torna-se um evento, ir a lavanderia, banco, mercado, lojas, coisas cotidianas que viram aulas de francês involuntárias, tudo vira mais, um beijo, um olhar, um abraço, um rebolado... Todos os dias tem uma surpresa, desde quando chegamos no aeroporto e descobrimos que não havia mais ninguém nos esperando até a primeira neve que teve semana passada, neve a qual fez com que saíssemos pelas ruas fazendo guerra de bola de neve depois da festa.
Se adaptar ao horário, as aulas (pela língua, pelo distribuição das aulas), a distância, se adaptar a um mundo que não é totalmente real e com tempo para terminar. Conhecer e se conhecer, se surpreender com pessoas, andar na rua e não saber mais qual a língua que deve ser dita, viver em uma cidade e saber que se encontrar alguém na rua se sabe exatamente de onde a conhece: da faculdade (de uma ou da outra), saber que alguns amigos que fiz talvez eu nunca mais os veja, saber que algumas coisas serão totalmentes diferentes. É um clichê dizer isso, mas é a pura verdade, o tempo passa muito depressa quando estamos vivendo algo diferente...(desculpa, mas preciso usar das palavras de outra pessoa novamente): "o tempo é relativo" bem sabia Einstein, e, 3 meses aqui quer dizer 2 meses para eu voltar. Sei que dezembro vai passar muito rápido e logo será janeiro e minhas últimas aulas e dias por aqui. Cada vez mais vejo que aqui, ai, ou qualquer parte do mundo o importante é viver o dia, mas não é viver sem pensar no amanhã (não sou imprudente e talvez nunca serei), é viver pensando que o tempo voa, viver pensando que no outro dia tem mais e será totalmente diferente e isso é que faz feliz, te faz melhor...Fiz muita coisa aqui, todas que minha cabeça, coração e bolso permitiram, não faria nada diferente... e estou certa que esses 2 meses serão do mesmo jeito: intenso, diferente, surpreendente e principalmente, serão vividos como todos os outros que terei do dia de hoje para frente, e quando eu estiver ai de volta e estiver triste por algo, vou lembrar dos dias daqui e vou levantar a cabeça e chutar para frente, porque eu vim foi para fazer meu futuro diferente, de um jeito ou de outro.
Se adaptar ao horário, as aulas (pela língua, pelo distribuição das aulas), a distância, se adaptar a um mundo que não é totalmente real e com tempo para terminar. Conhecer e se conhecer, se surpreender com pessoas, andar na rua e não saber mais qual a língua que deve ser dita, viver em uma cidade e saber que se encontrar alguém na rua se sabe exatamente de onde a conhece: da faculdade (de uma ou da outra), saber que alguns amigos que fiz talvez eu nunca mais os veja, saber que algumas coisas serão totalmentes diferentes. É um clichê dizer isso, mas é a pura verdade, o tempo passa muito depressa quando estamos vivendo algo diferente...(desculpa, mas preciso usar das palavras de outra pessoa novamente): "o tempo é relativo" bem sabia Einstein, e, 3 meses aqui quer dizer 2 meses para eu voltar. Sei que dezembro vai passar muito rápido e logo será janeiro e minhas últimas aulas e dias por aqui. Cada vez mais vejo que aqui, ai, ou qualquer parte do mundo o importante é viver o dia, mas não é viver sem pensar no amanhã (não sou imprudente e talvez nunca serei), é viver pensando que o tempo voa, viver pensando que no outro dia tem mais e será totalmente diferente e isso é que faz feliz, te faz melhor...Fiz muita coisa aqui, todas que minha cabeça, coração e bolso permitiram, não faria nada diferente... e estou certa que esses 2 meses serão do mesmo jeito: intenso, diferente, surpreendente e principalmente, serão vividos como todos os outros que terei do dia de hoje para frente, e quando eu estiver ai de volta e estiver triste por algo, vou lembrar dos dias daqui e vou levantar a cabeça e chutar para frente, porque eu vim foi para fazer meu futuro diferente, de um jeito ou de outro.
Marcadores:
Flávia Scheffer,
França
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segundo, terceiro, quarto... olhar
Voltei a Londres, 5 anos depois, muitas situações novas, outras, nem tanto. Emoções que se repetem e se modificam, como podemos ser diferentes cada dia?
Sempre soube que voltaria a Londres, desde que fui embora. Sabia que iria voltar e isso era mesmo uma sensação perene, então, há uns meses, como um furacão que passou na minha vida eu vim para França e daqui voltei a Londres (a passeio dessa vez). E a sensação de de retorno e mudança continua perene em mim. Além de ver Londres de outro modo, me vejo sempre a mesma e sempre diferente. É estranho ter a sensação de mudança, mas saber que minha essência não mudará. Que posso ter vários olhares sob situações e pessoas diferentes, de ver que tudo pode ser mais fácil, de notar como eu me preocupo com antecedência e de nada adianta, de como eu tenho medos que são inviáveis, de algumas vezes até me acomodar e deixar o mais fácil acontecer, porém, ao mesmo tempo uma sede insana por não me acomodar, de buscar sempre algo que ainda fico na dúvida do que é. Será que sempre vou ter essas dúvidas? Será que sempre terei olhares diferentes e sempre buscando algo? No tempo que eu estava em Londres guardo inúmeros sentimentos, guardo amizades e um amor que tive, guardo lembranças que me fizeram melhor, me fizeram menos ingênua e até mesmo me mostraram que posso superar meus limites quando eu quiser. Aqui tem sido menos difícil que foi em Londres, de saudade, de morar, de conviver... talvez por eu ser diferente do que era, talvez por aqui ser diferente de lá, o que importa é que aqui tem me feito ainda mais humana tanto quanto Londres me vez e que guardarei lembranças e ensinamentos para sempre...
Au revoir
sábado, 25 de setembro de 2010
comunicação... eu tento!
Se comunicar até não é difícil. Mímicas, imagens, objetos, palavras soltas ou não, ajudam na comunicação, arrumar um jeito de ser entendida. O problema mesmo é se comunicar do jeito certo.
Hoje fui ao cabeleireiro aqui na França. Sim, a louca aqui, foi fazer luzes sem nem saber como se falava: "quero fazer luzes, claras, que não fique tom laranja, e tem que ser fina" hehehe, sim, porque era exatamente isso que eu esperava que ela entendesse quanto eu começei a "me comunicar". Com a sorte maior que o juízo meu cabelo ficou exatamente do jeito que eu queria. Saber como é o procedimento já ajudou (anos fazendo no Brasil, já serviram, rsrsrsrs), aliás essa foi "a semana". Na segunda, dia do meu aniversário, quebrei meu dente embaixo da Torre Eiffel(tudo bem, não foi em qualquer lugar, como disse uma amiga, "foi em lugar chique"), mas quebrou do mesmo jeito e lá fui eu para o dentista tentar me comunicar (mais uma vez saber o procedimento me ajudou), ao menos pude dizer "merci beaucoup" e "très bien" como forma de agradecimento. Mas nem tudo sai bem nessa minha comunicação, e o pior da história é que não foi nada de francês, inglês ou qualquer outra língua, não consegui me comunicar do jeito certo na linguagem do coração mesmo e usando as palavras em português (que eu pensava saber "falar"). Quando quase todas perguntas foram feitas e respondidas, quando se nota que a forma de comunicação não foi a certa e que não adianta usar mímica, imagens ou sons, de que não adianta querer voltar e mudar, quando se nota que o melhor é ficar quieta do que se comunicar... eu noto também que muitas vezes a comunicação que tentamos expor não é recebida do jeito que queremos. Tem sido muito mais fácil entregar meus cabelos (mesmo com medo de ficar careca)e sentar na cadeira do dentista (sem ter certeza que daria certo) do que quando acho que estou verdadeiramente "falando"... se comunicar é fácil, difícil é agir do jeito certo...
Hoje fui ao cabeleireiro aqui na França. Sim, a louca aqui, foi fazer luzes sem nem saber como se falava: "quero fazer luzes, claras, que não fique tom laranja, e tem que ser fina" hehehe, sim, porque era exatamente isso que eu esperava que ela entendesse quanto eu começei a "me comunicar". Com a sorte maior que o juízo meu cabelo ficou exatamente do jeito que eu queria. Saber como é o procedimento já ajudou (anos fazendo no Brasil, já serviram, rsrsrsrs), aliás essa foi "a semana". Na segunda, dia do meu aniversário, quebrei meu dente embaixo da Torre Eiffel(tudo bem, não foi em qualquer lugar, como disse uma amiga, "foi em lugar chique"), mas quebrou do mesmo jeito e lá fui eu para o dentista tentar me comunicar (mais uma vez saber o procedimento me ajudou), ao menos pude dizer "merci beaucoup" e "très bien" como forma de agradecimento. Mas nem tudo sai bem nessa minha comunicação, e o pior da história é que não foi nada de francês, inglês ou qualquer outra língua, não consegui me comunicar do jeito certo na linguagem do coração mesmo e usando as palavras em português (que eu pensava saber "falar"). Quando quase todas perguntas foram feitas e respondidas, quando se nota que a forma de comunicação não foi a certa e que não adianta usar mímica, imagens ou sons, de que não adianta querer voltar e mudar, quando se nota que o melhor é ficar quieta do que se comunicar... eu noto também que muitas vezes a comunicação que tentamos expor não é recebida do jeito que queremos. Tem sido muito mais fácil entregar meus cabelos (mesmo com medo de ficar careca)e sentar na cadeira do dentista (sem ter certeza que daria certo) do que quando acho que estou verdadeiramente "falando"... se comunicar é fácil, difícil é agir do jeito certo...
Marcadores:
Flávia Scheffer,
França
sábado, 11 de setembro de 2010
novidades
Duas semanas aqui e bem adaptada. Hoje foi um sábado de sol maravilhoso, fui passear pelo Sena (tb passa aqui), comprar minha passagem para Paris (vou passar meu aniversário por lá e no domingo iremos fazer picnic com legitíma champagne e bolo) muito bem né?
Em duas semanas já sei quais as viagens que vou fazer, ou tentarei, quais as cadeiras cursarei, quais dias terei aula, já tenho cartão da facul, de banco, quanto tenho que economizar e gastar ufaaaaa!!!! tá certo que sou uma virginiana nata, mas assim, tudo certinho e tão rápido até eu estranho heheheh
Quanto a ambientação, já não esqueço da sacola para ir no "supermarché" (cansei de carregar na mão) estou igual formiga, cada dia trago uma coisa que falta, agora já não falta nada de primeira necessidade. Já mudei o horário do notebbok (ele estava com horário do Brasil e parece que só me dava sono qdo olhava q já era tarde ai, agora estou aqui, horário daqui!!!) Já vi que os estudantes aqui são mais barulhentos que os do Brasil, que o povo esbarra contigo na rua e nem pede desculpa (depois é brasileiro que é mal educado, né??), já provei queijo tipicamente francês, e para meu gosto pobre de queijos, digo que achei bastante forte, já pedi dicas para quem sabe...Falando em experimentar, hoje, no meu passeio fui ao "mercado público" daqui e degustei um vinho artesanal que me deixou um gosto doce na boca por longas horas. No passeio, claro que não resisti entrar na "Sephora" e só olhando as fotos já dá para ter uma ideia de quanto fico perdida com tantas opções.



Falando em perdida, quem convive comigo sabe que não ter senso de direção é meu forte... se o lugar é para esquerda, lá vai a Flávia dizendo que é para direita... pois agora imaginem, além de estar morando em uma cidade nova ainda dou de cara com uma loja assim, aiiiii fácil demais se perder aqui também, podem começar com as encomendas heheheh
Morar sozinha também é algo importante de se colocar nesse post, morar sozinha na França mais importante ainda... meus sábados no Brasil eram dias de fazer as unhas, sobrancelha, e aqui também está sendo, se tratando de higiene, faço exatamente o mesmo que fazia no Brasil (tomo banho todos dos dias,inclusive hahahaha), limpar a casa e supermercado eu já fazia de qualquer jeito, mas de diferente mesmo tem sido cozinhar e lavar roupa à mão, torcer é a pior parte... ahhh isso tem sido, digamos, complicadinho... mas o pior é pensar no que comer, tem que ser fácil de fazer, ser saudável, e aqui, ser barato. Daqui a pouco já ligo para minha mãe só para perguntar como faz tal comida heheheheh, a Karen já me ajudou em um risoto via msn heheheh... vou voltar "chef" juraaaa!!!!!
Em duas semanas já sei quais as viagens que vou fazer, ou tentarei, quais as cadeiras cursarei, quais dias terei aula, já tenho cartão da facul, de banco, quanto tenho que economizar e gastar ufaaaaa!!!! tá certo que sou uma virginiana nata, mas assim, tudo certinho e tão rápido até eu estranho heheheh
Quanto a ambientação, já não esqueço da sacola para ir no "supermarché" (cansei de carregar na mão) estou igual formiga, cada dia trago uma coisa que falta, agora já não falta nada de primeira necessidade. Já mudei o horário do notebbok (ele estava com horário do Brasil e parece que só me dava sono qdo olhava q já era tarde ai, agora estou aqui, horário daqui!!!) Já vi que os estudantes aqui são mais barulhentos que os do Brasil, que o povo esbarra contigo na rua e nem pede desculpa (depois é brasileiro que é mal educado, né??), já provei queijo tipicamente francês, e para meu gosto pobre de queijos, digo que achei bastante forte, já pedi dicas para quem sabe...Falando em experimentar, hoje, no meu passeio fui ao "mercado público" daqui e degustei um vinho artesanal que me deixou um gosto doce na boca por longas horas. No passeio, claro que não resisti entrar na "Sephora" e só olhando as fotos já dá para ter uma ideia de quanto fico perdida com tantas opções.
Falando em perdida, quem convive comigo sabe que não ter senso de direção é meu forte... se o lugar é para esquerda, lá vai a Flávia dizendo que é para direita... pois agora imaginem, além de estar morando em uma cidade nova ainda dou de cara com uma loja assim, aiiiii fácil demais se perder aqui também, podem começar com as encomendas heheheh
Morar sozinha também é algo importante de se colocar nesse post, morar sozinha na França mais importante ainda... meus sábados no Brasil eram dias de fazer as unhas, sobrancelha, e aqui também está sendo, se tratando de higiene, faço exatamente o mesmo que fazia no Brasil (tomo banho todos dos dias,inclusive hahahaha), limpar a casa e supermercado eu já fazia de qualquer jeito, mas de diferente mesmo tem sido cozinhar e lavar roupa à mão, torcer é a pior parte... ahhh isso tem sido, digamos, complicadinho... mas o pior é pensar no que comer, tem que ser fácil de fazer, ser saudável, e aqui, ser barato. Daqui a pouco já ligo para minha mãe só para perguntar como faz tal comida heheheheh, a Karen já me ajudou em um risoto via msn heheheh... vou voltar "chef" juraaaa!!!!!
Marcadores:
França,
Karen Monteiro,
sephora
domingo, 29 de agosto de 2010
A bientôt
Até mais... até breve.
Dessa vez estou me sentindo tão diferente.
Começando que resolvi não querer que minha mãe viesse para me dar tchau no aeroporto. Ela e eu iríamos sofrer mais, fui para praia e fiquei com ela desde quinta-feira, fui paparicada e comi muitas coisas boas (resolvi fazer um estoque pq vou precisar, e comer bem sempre acontece qdo se vai para lá rsrsrsr). Para ser diferente também, as outras despedidas têm sido rápidas, é como um até breve mesmo. Ainda não chorei, mas quase.
Está diferente porque não estou sentindo medo, nem ansiosa ou algo assim. Talvez por saber que não adiantará e idealizar também não seja o melhor caminho, talvez por já ter vivido algo parecido. Ou vai ver é pela confiança que tudo dará certo, que Santa Rita estará comigo e me protegerá. Talvez por isso sim, está diferente porque estou segura!
Ainda não me "caiu a ficha" que depois de 5 anos eu estou fechando as malas novamente, estou abrindo caminho para o destino e desbranvando o desconhecido tão longe. Mais algumas descobertas, mais algumas histórias, mais experiência, isso, experiência, amadurecimento. Isso está diferente de 5 anos, isso está diferente em mim e reflete abertamente.
Não esperei essa viagem, não planejei, não me programei, mas tenho certeza absoluta que ela surgiu para me fazer não só uma profissional mais qualificada, surgiu, ainda mais, para me tornar uma pessoa ainda melhor.
Até Breve, Até mais, A bientôt... fecho as malas, abro o coração!
Dessa vez estou me sentindo tão diferente.
Começando que resolvi não querer que minha mãe viesse para me dar tchau no aeroporto. Ela e eu iríamos sofrer mais, fui para praia e fiquei com ela desde quinta-feira, fui paparicada e comi muitas coisas boas (resolvi fazer um estoque pq vou precisar, e comer bem sempre acontece qdo se vai para lá rsrsrsr). Para ser diferente também, as outras despedidas têm sido rápidas, é como um até breve mesmo. Ainda não chorei, mas quase.
Está diferente porque não estou sentindo medo, nem ansiosa ou algo assim. Talvez por saber que não adiantará e idealizar também não seja o melhor caminho, talvez por já ter vivido algo parecido. Ou vai ver é pela confiança que tudo dará certo, que Santa Rita estará comigo e me protegerá. Talvez por isso sim, está diferente porque estou segura!
Ainda não me "caiu a ficha" que depois de 5 anos eu estou fechando as malas novamente, estou abrindo caminho para o destino e desbranvando o desconhecido tão longe. Mais algumas descobertas, mais algumas histórias, mais experiência, isso, experiência, amadurecimento. Isso está diferente de 5 anos, isso está diferente em mim e reflete abertamente.
Não esperei essa viagem, não planejei, não me programei, mas tenho certeza absoluta que ela surgiu para me fazer não só uma profissional mais qualificada, surgiu, ainda mais, para me tornar uma pessoa ainda melhor.
Até Breve, Até mais, A bientôt... fecho as malas, abro o coração!
Marcadores:
emoção,
Flávia Scheffer,
França,
Troyes
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
arrumando as malas
oi gurias
Começei a arrumar minhas malas, e gurias, vocês não tem ideia quanto foi difícil. Na verdade, ainda está sendo, porque eu não consegui terminar.
Primeiro é IMPOSSÍVEL levar uma mala apenas (sei que são 2 bagagens de 32kg) porém a intenção era levar apenas uma, mais a mala de mão; segundo, tenho que levar roupa de frio e também roupas mais leves, já que pego o outono e agora ainda está calor por lá.
Sempre foi difícil para mim viajar com poucas malas, levo o mundo: uma mala para os sapatos, outra para roupa, dai a necessarie com os produtos "básicos" de beleza... agora vocês imaginem levar roupas, sapatos, bolsas e os produtos para 6 meses??? eu preciso ter opções de escolha, dói ter que tirar alguma blusinha... aiiii apenas fazer os rolinhos com as roupas para ocupar menos espaço não adiantou quase nada. Já melhorei bastante, já reduzi a primeira vez, ainda reduzirei outra vez, mas espero dicas de vocês para melhorar essas malinhas queridas do meu coração hehehe
beijinhos
Começei a arrumar minhas malas, e gurias, vocês não tem ideia quanto foi difícil. Na verdade, ainda está sendo, porque eu não consegui terminar.
Primeiro é IMPOSSÍVEL levar uma mala apenas (sei que são 2 bagagens de 32kg) porém a intenção era levar apenas uma, mais a mala de mão; segundo, tenho que levar roupa de frio e também roupas mais leves, já que pego o outono e agora ainda está calor por lá.
Sempre foi difícil para mim viajar com poucas malas, levo o mundo: uma mala para os sapatos, outra para roupa, dai a necessarie com os produtos "básicos" de beleza... agora vocês imaginem levar roupas, sapatos, bolsas e os produtos para 6 meses??? eu preciso ter opções de escolha, dói ter que tirar alguma blusinha... aiiii apenas fazer os rolinhos com as roupas para ocupar menos espaço não adiantou quase nada. Já melhorei bastante, já reduzi a primeira vez, ainda reduzirei outra vez, mas espero dicas de vocês para melhorar essas malinhas queridas do meu coração hehehe
beijinhos
sábado, 7 de agosto de 2010
relacionando músicas e orkut...
Minha vida tem trilha sonora, como diz uma comunidade do orkut, pois a minha tem mesmo. Em 2005, quando estava em Londres ouvi Rita Lee cantando Copacabana boy "Meu amor, boa sorte/ Vai sem medo, sem destino certo/Espero que você/Volte para casa/São e salvo" e na hora pensei na minha mãe, certamente o maior desejo dela era que eu voltasse sã e salva, de preferência logo, que não prorrogasse meu tempo por lá, agora canto de novo, mãe: "tô indo", e vem Marisa Monte com Mais uma vez, "Mais uma vez eu vou te deixar/Mas eu volto logo pra te ver/Vou com saudades no meu coração/ Mando notícias de algum lugar/ Eu sei, que muitas vezes te fiz esperar demais/Mas mesmo na distância o meu pensamento voa longe demais..." e eu volto, mãe...nem que seja para ir outra vez... Já que a vida é feita de escolhas,e quando nasci Deus me disse: desce e arrasa (e eu ainda acrescento: desce, arrasa, se cair, levanta, por que o mundo não está de brincadeira) eu estou de malas quase prontas, já quase não tendo dias sem despedidas,e isso me dá um frio na barriga. Frio que parece quando estamos apaixonadas, escutar Red Hot Chili Peppers ainda me remete a um grande amor e ainda sinto esse frio a cada nova paixão, se apaixonar é ótimo (sofrendo ou não, faz parte) gosto desse frio...dizem que Paris é uma cidade de romances, será??? bem na verdade todas são... basta querer...
Como acredito que nada acontece por acaso e "para quem tem pensamento forte o impossível é questão de opinião" Charlie Brown vou confiante, porque eu sou forte e tenho Deus e toda energia positiva comigo, além de tudo, me pergunta: o que você faz? EU FAÇO SUCESSO!!!
Vou ali ser feliz e já volto vou continuar sendo feliz por lá :)
beijinhos ...
Como acredito que nada acontece por acaso e "para quem tem pensamento forte o impossível é questão de opinião" Charlie Brown vou confiante, porque eu sou forte e tenho Deus e toda energia positiva comigo, além de tudo, me pergunta: o que você faz? EU FAÇO SUCESSO!!!
Vou ali ser feliz e já volto vou continuar sendo feliz por lá :)
beijinhos ...
Marcadores:
Flávia Scheffer,
França
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Retorno, mudanças, França

Oi gurias,
O sumiço foi porque eu estava fazendo as malas, estou indo para França, mas exatamente norte da França. Vou fazer um semestre da faculdade por lá. Além de medo, angústia e já saudade, estou indo confiante, com coração e mente aberta.
O blog do Pinduricalhos vai continuar falando de moda, de Pinduricalhos, mas principalmente vai falar da vida por lá... dos desapegos, mudanças, sentimentos, revoltas e sonhos que irão surgir, falará das luzes da cidade luz que irão me guiar... Espero que vocês gostem dessa nova fase do blog e dessa nova Flávia que está surgindo. Das pessoas que tenho verdadeiramente sei bem que as terei na volta, o que deixo são pessoas, são momentos e detalhes que perderei mas ainda vou ter quem me conte na volta. Sei bem o que 5, 6 meses fora fazem em uma pessoa, sei bem o que faz comigo!!!! cresço cada dia um pouquinho, perco cada dia algo, ganha muito cada segundo. Quando se está longe e ao mesmo tempo perto, se vive um mês como se fosse um minuto, os sentimentos se multiplicam: ama-se em dobro, chora-se ao cubo, a saudade é multiplicada pela décima potência... então a França que me espere...
contarei tudo, ou quase tudo!!!
beijinhos
Marcadores:
Flávia Scheffer,
França,
Paris
Assinar:
Postagens (Atom)