Mulheres, em geral, quando querem uma mudança radical na vida começam cortando o cabelo. Cortar curto ou mudar a cor, o que importa é mudar o cabelo. É interessante pensar que umas tesouradas no cabelo possam resolver tanta coisa, tudo bem que é mais fácil uma tesoura no cabelo que na vida, afinal, cabelos crescem...
Quando cortei meu cabelo (bem curto)em 2008 escandalizei, quase ninguém acreditava que troquei uma cabeleira longa por um corte curto e desfiado, mas eu fiz e lembro de um comentário amigo que me disse depois algo assim: "parece que as mulheres se automutilam cortando o cabelo porque algo não deu certo no amor ou por querer cortar com o passado", coincidência ou não, eu tinha recém saído de um namoro fracassado (rsrsrsrsr), talvez, cortar com o passado tenha sido a minha melhor opção. Com alguns ensinamentos, tropeços, lágrimas e um recomeço bem resolvido comigo mesma resolvi também mudar o visual. Mas calma, nada de automutilação ou cortar com o passado, já curti meu cabelo curto e ele está até bem crescidinho... e o meu passado me faz bem, me preenche e me faz olhar para o futuro...então, em tempos de tecnologia, ao invés de mudança de cabelo a mudança é no design do blog. E eis que o blog está de visual novo para mais uma mudança radical na vida dele (e na minha), porque no final das contas, conto aqui alguns dos meus devaneios (rsrsr), um visual mais vibrante, alegre, feliz e intenso... como a dona dele.
bisous
Canto para dividir emoções, sentimentos, risos, gargalhadas e também lágrimas, pois todas emoções são válidas. Singelas palavras "só" para se sentir mais vivo!
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
de volta para casa
Retornei há uma semana, o ritmo não é mais o mesmo. Ainda não consegui rever todas pessoas que quero, mas já as sinto ainda mais perto(já estamos no mesmo país, isso ajuda rsrrs).
Voltar para casa é um mergulho na intensidade de sentimentos, um turbilhão. Logo no aeroporto vejo meu pai chorando, e seguindo o que meu irmão Fabiano falou: "a velhusca não sabe se ri ou se chora" mas tem que se pensar que um abraço de pai com saudade e lágrimas te complica as emoções. Rir de feliz, chorar de feliz...talvez seja porque faltam expressões para se demostrar quando a felicidade é grande demais. Por melhor que tenha sido a França, por mais que eu tenha aprendido, experimentado, visto e ouvido, nada é completo sem quem a gente ama por perto. BEM PERTO, fisicamente e emocionalmente. Nessa semana que passou, tive algumas ótimas surpresas, começo a experimentar o gosto do retorno. O sabor de ser "bem-vinda", de sentir a saudade ser matada, de saber que vou conseguir fazer o que me faz bem e com êxito. Realmente estar de volta me faz muito melhor.
Voltar para casa é um mergulho na intensidade de sentimentos, um turbilhão. Logo no aeroporto vejo meu pai chorando, e seguindo o que meu irmão Fabiano falou: "a velhusca não sabe se ri ou se chora" mas tem que se pensar que um abraço de pai com saudade e lágrimas te complica as emoções. Rir de feliz, chorar de feliz...talvez seja porque faltam expressões para se demostrar quando a felicidade é grande demais. Por melhor que tenha sido a França, por mais que eu tenha aprendido, experimentado, visto e ouvido, nada é completo sem quem a gente ama por perto. BEM PERTO, fisicamente e emocionalmente. Nessa semana que passou, tive algumas ótimas surpresas, começo a experimentar o gosto do retorno. O sabor de ser "bem-vinda", de sentir a saudade ser matada, de saber que vou conseguir fazer o que me faz bem e com êxito. Realmente estar de volta me faz muito melhor.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
eu to voltando pra casa...
Fácil encontrar músicas, poemas, frases e expressões sobre voltar para casa. Deve ser pelo fato de que precisamos sair para voltar. Precisamos ter um "porto seguro", um "lugar para chamar de nosso". Daqui menos de um mês "eu tô voltando pra casa/ Outra vez"...o fato de já ter ficado fora me fez mais forte dessa vez, me fez saber que daqui a pouco tudo se torna igual novamente e, mais uma vez, resta saudades...Posso dizer que "mudaram as estações, nada mudou/ Mas eu sei que alguma coisa aconteceu/ Está tudo assim tão diferente...Estamos indo de volta pra casa"...Nem todos nós estamos voltando, alguns continuarão aqui, outros irão para outros lugares seguir o caminho que melhor lhe convém, mas eu, "minha mãe estou voltando/Que falta faz pra mim um beijo seu". Se "um homem viaja o mundo à procura do que ele precisa e volta para casa para encontrar" eu já estou louca para voltar e encontrar. Daqui uma semana meu irmão chega e a minha casa estará mais perto de mim. Minhas últimas aulas, última prova e daqui uns dias última festa em Troyes. Para muitos, última vez que os verei, último beijo, último abraço, último sorriso, e lembrando meu amigo Bruno, última rebolada na França. Aquilo tudo que foi muito intenso termina, toda aquela mistura de sentimentos se transforma, toda lágrima, cada aula chata ou maravilhosa, todo riso, todo queijo que comemos e vinhos que bebemos também mudarão de lugar, se mudam de Troyes para diversos países. Cada "Erasmus" leva consigo um pouco disso no coração e na memória. É impossível ser indiferente ao que vivemos, ao que vivi. "Um homem precisa viajar... Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu...Conhecer o frio para desfrutar o calor...Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância...quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.
E fomos alunos, fomos amigos, fomos família. Sentimos o frio, brincamos com a neve, aprendemos cada dia e assim, fomos surpreendidos por essa "coisa" chamada vida. Essa vida que continuou acontecendo sem a gente no Brasil e que mesmo assim, nos deu boas surpresas mesmo de longe. Nos fez saber que tem gente esperando pela gente, até pessoas que antes de eu vir eu nem imaginava. Fiz amigos que serão para sempre, vivi medos, situações e sentimentos que servirão de lição. Com certeza fiz aqui o que todo mundo me dizia para fazer: "aproveita!!!" APROVEITEI, APROVEITAMOS... E FOI MUITO BOM ENQUANTO DUROU... ainda tenho mais uma viagem, vou a Praga com meu irmão e amigos... antes de voltar para minha casa, ainda volto para minha casa de Troyes, que tem meu cheiro e até criou meu jeito. Porque voltar para casa é reconhecer-se...
bisous
E fomos alunos, fomos amigos, fomos família. Sentimos o frio, brincamos com a neve, aprendemos cada dia e assim, fomos surpreendidos por essa "coisa" chamada vida. Essa vida que continuou acontecendo sem a gente no Brasil e que mesmo assim, nos deu boas surpresas mesmo de longe. Nos fez saber que tem gente esperando pela gente, até pessoas que antes de eu vir eu nem imaginava. Fiz amigos que serão para sempre, vivi medos, situações e sentimentos que servirão de lição. Com certeza fiz aqui o que todo mundo me dizia para fazer: "aproveita!!!" APROVEITEI, APROVEITAMOS... E FOI MUITO BOM ENQUANTO DUROU... ainda tenho mais uma viagem, vou a Praga com meu irmão e amigos... antes de voltar para minha casa, ainda volto para minha casa de Troyes, que tem meu cheiro e até criou meu jeito. Porque voltar para casa é reconhecer-se...
bisous
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
FELIZ ANO NOVO!!!
Último dia de dois mil e dez...
"Ainda há surpresas mais eu sempre quero mais"
ótimo 2011, que a vida seja ainda mais bela e feliz, que as pessoas saibam perdoar e pedir desculpas, que sejam capazes de amar e de se entregar. Que as pessoas cuidem mais do meio ambiente, do seus corpos e mentes. Que 2011 os sonhos se realizem e sejam planejados e que todos caminhos sejam iluminados e cheios de boas energias.
FELIZ ANO NOVO!!!!!!!! HAPPY NEW YEAR!!!!!!
"Ainda há surpresas mais eu sempre quero mais"
ótimo 2011, que a vida seja ainda mais bela e feliz, que as pessoas saibam perdoar e pedir desculpas, que sejam capazes de amar e de se entregar. Que as pessoas cuidem mais do meio ambiente, do seus corpos e mentes. Que 2011 os sonhos se realizem e sejam planejados e que todos caminhos sejam iluminados e cheios de boas energias.
FELIZ ANO NOVO!!!!!!!! HAPPY NEW YEAR!!!!!!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Natal e família
Primeiro Natal longe de casa, longe da minha família... isso já me fez chorar algumas vezes e até já me deu vontade de fazer de conta que não era Natal. Afinal, para mim, natal é estar na casa de Itapeva, com mãe, manos, Lauren, Izabela, Patricia, Jorge e agregados. Aquela nossa bagunça: eu e Patricia arrumando a mesa, mãe cozinhando, aquele cheiro maravilhoso que se espalha pela casa... Fabricio e Fabiano dizendo "oh meu, tu tá podre, foi tu né?" rsrsrsrs; Izabela gritando e correndo louca para ver os presentes e esperando o Papai Noel; Lauren vestida para entregar os presentes... coisas que fazem com que nosso natal seja "o nosso natal", então, se não terei isso esse ano, não será um natal de verdade. Não será completo...por melhor que seja, faltará eles... faltará quem faz parte de mim. Quem eu amo mais que tudo. Isso tudo não é só porque é natal ou porque estou longe, eu sempre soube dar valor a eles, sempre curti isso. Logo estou voltando para casa, ainda mais logo meu irmão está vindo e isso me dará uma energia nova. Semana passada fui à Itália, tomei champagne na Louis Vuitton de Milão, paguei por uma taça de vinho quase o que pago por uma garrafa aqui na França, sai de Florença antes que os trens parassem por causa da neve, quase todas unhas quebradas, um nascer do sol em Veneza de arrepiar e o mais emocionante: fui em Cássia, cidade da Santa Rita. Lá rezei, pedi e agradeci por essa família maravilhosa que tenho, pelos meus amigos, pelas surpresas dessa nossa vida e pelas pessoas que cruzam e permanecem em nossos caminhos.
Ir na cidade de Santa Rita não estavam nos meus planos, mas como quase nada foi planejado por aqui, achei que era hora de eu ir... e foi uma hora maravilhosa. Para 2011 não farei planos, metas ou coisa que o valha, eu viverei como disse que viveria: intensa e pensando que as coisas acontecem exatamente como devem acontecer...destino ou a palavra que melhor caber, eu aguardo de braços e coração aberto tudo que 2011 tem para me oferecer, com pensamento positivo, fé e coragem para enfrentar os desafios, esperando que seja mais um ano maravilhoso para mim, para minha família e amigos. Natal longe deles, mas com o coração bem perto...com a certeza que de logo vou tê-los por perto, e mesmo longe eles me dão força e me fazem feliz cada um do seu jeitinho. Mãe, Pai, Fabricio, Fabiano, Patricia, Lauren, Izabela, Jorge... EU AMO VOCÊS e SENTIREI MUITO A FALTA DE VOCÊS NESSE NATAL!
Desejo a todos um Natal cercado de amor e de pessoas, que de alguma forma (longe ou perto) façam parte de ti. Desejo também, um ano novo maravilhoso, cheio de surpresas boas, alegrias e realizações, com muita luz e paz.
Beijos
Ir na cidade de Santa Rita não estavam nos meus planos, mas como quase nada foi planejado por aqui, achei que era hora de eu ir... e foi uma hora maravilhosa. Para 2011 não farei planos, metas ou coisa que o valha, eu viverei como disse que viveria: intensa e pensando que as coisas acontecem exatamente como devem acontecer...destino ou a palavra que melhor caber, eu aguardo de braços e coração aberto tudo que 2011 tem para me oferecer, com pensamento positivo, fé e coragem para enfrentar os desafios, esperando que seja mais um ano maravilhoso para mim, para minha família e amigos. Natal longe deles, mas com o coração bem perto...com a certeza que de logo vou tê-los por perto, e mesmo longe eles me dão força e me fazem feliz cada um do seu jeitinho. Mãe, Pai, Fabricio, Fabiano, Patricia, Lauren, Izabela, Jorge... EU AMO VOCÊS e SENTIREI MUITO A FALTA DE VOCÊS NESSE NATAL!
Desejo a todos um Natal cercado de amor e de pessoas, que de alguma forma (longe ou perto) façam parte de ti. Desejo também, um ano novo maravilhoso, cheio de surpresas boas, alegrias e realizações, com muita luz e paz.
Beijos
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
desprender
Voltar a ser criança é se desprender. Semana passada fomos a Euro Disney, e realmente é um mundo mágico. E eu, que há 15 anos fui na Disney pude rever quase tudo com outros olhos. Lembro bem que aos 14, eu tinha certa vergonha em tirar foto com os personagem ou me deslumbrar com o cenário que eles montam para que a gente se sinta exatamente assim: deslumbrada. Olha que eu não era uma adolescente que se importava muito em parecer ou não criança, mas imagino o trauma que isso pode causar a um adolescente: ser criança/não ser criança, não ser adulto/ser adulto... certeza que mais uma vez, minha mãe teve que ser "dura na queda", teve que saber ensinar, e ensinou bem (tadinha, 3 filhos significa que ela passou por isso 3x), mas essa reflexão sobre a bipolaridade doida da adolescência foi para me fazer pensar porque é tão difícil se desprender? Se desprender da infância, da adolescência, do colo da mãe, de uma cidade, de um amor...Porque é tão difícil soltar as mãos? Soltar as mãos do mesmo jeito quando se solta as mãos na montanha-russa e se curti o vento gelado batendo no rosto. Porque é tão difícil mudar de cidade, de emprego, porque é tão difícil "experimentar o novo"?
De uns dias para cá, resolvi que iria me desprender de algumas coisas : começei me desprendendo de uma pessoa que estava me fazendo mal, e talvez, fazendo com que eu perdesse outras coisas, e nesse instante, notei que já pratico a arte de "soltar as mãos". Me desprendi quando fui para Londres, me desprendi quando fiz a primeira tatuagem, e a segunda, me desprendi quando chorei dias e noites por um namorado que me deixou, me desprendi há 3 meses quando decidi vir para Troyes e tantos outros desprendimentos que ainda não tinha me dado conta... não tinha me dado conta que não é tão difícil assim se desprender...e quando a gente se desprende as oportunidades fluem mais, o olhar se abre... não é tão díficil soltar a mão da montanha-russa e se sentir ainda mais livre. Não vem me dizer que na montanha-russa tem o cinto que te dá a certeza que não vai cair... eu não tenho certeza nenhuma... dá o medo igual, mas não vou deixar de soltar as mãos... não vou deixar de me desprender Se eu ficar presa eu posso perder algo mágico que está por vir...então abra os olhos, solte as mãos e espere o próximo looping!
De uns dias para cá, resolvi que iria me desprender de algumas coisas : começei me desprendendo de uma pessoa que estava me fazendo mal, e talvez, fazendo com que eu perdesse outras coisas, e nesse instante, notei que já pratico a arte de "soltar as mãos". Me desprendi quando fui para Londres, me desprendi quando fiz a primeira tatuagem, e a segunda, me desprendi quando chorei dias e noites por um namorado que me deixou, me desprendi há 3 meses quando decidi vir para Troyes e tantos outros desprendimentos que ainda não tinha me dado conta... não tinha me dado conta que não é tão difícil assim se desprender...e quando a gente se desprende as oportunidades fluem mais, o olhar se abre... não é tão díficil soltar a mão da montanha-russa e se sentir ainda mais livre. Não vem me dizer que na montanha-russa tem o cinto que te dá a certeza que não vai cair... eu não tenho certeza nenhuma... dá o medo igual, mas não vou deixar de soltar as mãos... não vou deixar de me desprender Se eu ficar presa eu posso perder algo mágico que está por vir...então abra os olhos, solte as mãos e espere o próximo looping!
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Trois mois
Começo o post citando Coco Chanel: "Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei". Hoje faz 3 meses que estou na França e parece muito mais, deve ser por que vivemos tudo com muita intensidade, deve ser por que eu sou intensa: fazer uma janta para amigos torna-se um evento, ir a lavanderia, banco, mercado, lojas, coisas cotidianas que viram aulas de francês involuntárias, tudo vira mais, um beijo, um olhar, um abraço, um rebolado... Todos os dias tem uma surpresa, desde quando chegamos no aeroporto e descobrimos que não havia mais ninguém nos esperando até a primeira neve que teve semana passada, neve a qual fez com que saíssemos pelas ruas fazendo guerra de bola de neve depois da festa.
Se adaptar ao horário, as aulas (pela língua, pelo distribuição das aulas), a distância, se adaptar a um mundo que não é totalmente real e com tempo para terminar. Conhecer e se conhecer, se surpreender com pessoas, andar na rua e não saber mais qual a língua que deve ser dita, viver em uma cidade e saber que se encontrar alguém na rua se sabe exatamente de onde a conhece: da faculdade (de uma ou da outra), saber que alguns amigos que fiz talvez eu nunca mais os veja, saber que algumas coisas serão totalmentes diferentes. É um clichê dizer isso, mas é a pura verdade, o tempo passa muito depressa quando estamos vivendo algo diferente...(desculpa, mas preciso usar das palavras de outra pessoa novamente): "o tempo é relativo" bem sabia Einstein, e, 3 meses aqui quer dizer 2 meses para eu voltar. Sei que dezembro vai passar muito rápido e logo será janeiro e minhas últimas aulas e dias por aqui. Cada vez mais vejo que aqui, ai, ou qualquer parte do mundo o importante é viver o dia, mas não é viver sem pensar no amanhã (não sou imprudente e talvez nunca serei), é viver pensando que o tempo voa, viver pensando que no outro dia tem mais e será totalmente diferente e isso é que faz feliz, te faz melhor...Fiz muita coisa aqui, todas que minha cabeça, coração e bolso permitiram, não faria nada diferente... e estou certa que esses 2 meses serão do mesmo jeito: intenso, diferente, surpreendente e principalmente, serão vividos como todos os outros que terei do dia de hoje para frente, e quando eu estiver ai de volta e estiver triste por algo, vou lembrar dos dias daqui e vou levantar a cabeça e chutar para frente, porque eu vim foi para fazer meu futuro diferente, de um jeito ou de outro.
Se adaptar ao horário, as aulas (pela língua, pelo distribuição das aulas), a distância, se adaptar a um mundo que não é totalmente real e com tempo para terminar. Conhecer e se conhecer, se surpreender com pessoas, andar na rua e não saber mais qual a língua que deve ser dita, viver em uma cidade e saber que se encontrar alguém na rua se sabe exatamente de onde a conhece: da faculdade (de uma ou da outra), saber que alguns amigos que fiz talvez eu nunca mais os veja, saber que algumas coisas serão totalmentes diferentes. É um clichê dizer isso, mas é a pura verdade, o tempo passa muito depressa quando estamos vivendo algo diferente...(desculpa, mas preciso usar das palavras de outra pessoa novamente): "o tempo é relativo" bem sabia Einstein, e, 3 meses aqui quer dizer 2 meses para eu voltar. Sei que dezembro vai passar muito rápido e logo será janeiro e minhas últimas aulas e dias por aqui. Cada vez mais vejo que aqui, ai, ou qualquer parte do mundo o importante é viver o dia, mas não é viver sem pensar no amanhã (não sou imprudente e talvez nunca serei), é viver pensando que o tempo voa, viver pensando que no outro dia tem mais e será totalmente diferente e isso é que faz feliz, te faz melhor...Fiz muita coisa aqui, todas que minha cabeça, coração e bolso permitiram, não faria nada diferente... e estou certa que esses 2 meses serão do mesmo jeito: intenso, diferente, surpreendente e principalmente, serão vividos como todos os outros que terei do dia de hoje para frente, e quando eu estiver ai de volta e estiver triste por algo, vou lembrar dos dias daqui e vou levantar a cabeça e chutar para frente, porque eu vim foi para fazer meu futuro diferente, de um jeito ou de outro.
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