Começo o post citando Coco Chanel: "Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei". Hoje faz 3 meses que estou na França e parece muito mais, deve ser por que vivemos tudo com muita intensidade, deve ser por que eu sou intensa: fazer uma janta para amigos torna-se um evento, ir a lavanderia, banco, mercado, lojas, coisas cotidianas que viram aulas de francês involuntárias, tudo vira mais, um beijo, um olhar, um abraço, um rebolado... Todos os dias tem uma surpresa, desde quando chegamos no aeroporto e descobrimos que não havia mais ninguém nos esperando até a primeira neve que teve semana passada, neve a qual fez com que saíssemos pelas ruas fazendo guerra de bola de neve depois da festa.
Se adaptar ao horário, as aulas (pela língua, pelo distribuição das aulas), a distância, se adaptar a um mundo que não é totalmente real e com tempo para terminar. Conhecer e se conhecer, se surpreender com pessoas, andar na rua e não saber mais qual a língua que deve ser dita, viver em uma cidade e saber que se encontrar alguém na rua se sabe exatamente de onde a conhece: da faculdade (de uma ou da outra), saber que alguns amigos que fiz talvez eu nunca mais os veja, saber que algumas coisas serão totalmentes diferentes. É um clichê dizer isso, mas é a pura verdade, o tempo passa muito depressa quando estamos vivendo algo diferente...(desculpa, mas preciso usar das palavras de outra pessoa novamente): "o tempo é relativo" bem sabia Einstein, e, 3 meses aqui quer dizer 2 meses para eu voltar. Sei que dezembro vai passar muito rápido e logo será janeiro e minhas últimas aulas e dias por aqui. Cada vez mais vejo que aqui, ai, ou qualquer parte do mundo o importante é viver o dia, mas não é viver sem pensar no amanhã (não sou imprudente e talvez nunca serei), é viver pensando que o tempo voa, viver pensando que no outro dia tem mais e será totalmente diferente e isso é que faz feliz, te faz melhor...Fiz muita coisa aqui, todas que minha cabeça, coração e bolso permitiram, não faria nada diferente... e estou certa que esses 2 meses serão do mesmo jeito: intenso, diferente, surpreendente e principalmente, serão vividos como todos os outros que terei do dia de hoje para frente, e quando eu estiver ai de volta e estiver triste por algo, vou lembrar dos dias daqui e vou levantar a cabeça e chutar para frente, porque eu vim foi para fazer meu futuro diferente, de um jeito ou de outro.
Canto para dividir emoções, sentimentos, risos, gargalhadas e também lágrimas, pois todas emoções são válidas. Singelas palavras "só" para se sentir mais vivo!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quanto menos esperamos...
mais nos surpreendemos..
Nesse último final de semana fui para Bélgica com o pessoal da faculdade, conheci Bruges; uma cidade linda, cheia de charme, bem aquelas de filme, mesmo chuvendo quase todo o tempo valeu todas as vezes que abri o guarda-chuva...

Depois de Bruges, fomos para Bruxelas. Eu não esperava que fosse tão bonita,mas é, além do cheiro da cidade ser maravilhoso, não é só cheiro de chocolate belga, os dos waffes também, o cheiro se espalha pelo ar, ainda, Bruxelas tem cheiro de cultura pura; as ruas são uma galeria de arte a céu aberto, para completar, as árvores mostravam que logo vai esfriar mais, e mais quer dizer menos. Menos como o -1 que já fez na França.

Depois de um final de semana em que ri muito como Bruno e Giuliano, cheio de surpresas e descobertas de mim mesma (sim, alguns segredinhos guardados), veio algo que nunca fiz antes: apresentação na faculdade em inglês, mesmo estando na França, as aulas são em inglês (bom lembrar isso). E vou contar para vocês, tremi a perninha e tive que respirar fundo para não fazer muito feio hehehe. Bem, termino o post, como começei: quanto menos esperamos, mais nos surpreendemos. E isso vale para tudo e eu, ah eu adoro ser surpreendida!!!!
Nesse último final de semana fui para Bélgica com o pessoal da faculdade, conheci Bruges; uma cidade linda, cheia de charme, bem aquelas de filme, mesmo chuvendo quase todo o tempo valeu todas as vezes que abri o guarda-chuva...
Depois de Bruges, fomos para Bruxelas. Eu não esperava que fosse tão bonita,mas é, além do cheiro da cidade ser maravilhoso, não é só cheiro de chocolate belga, os dos waffes também, o cheiro se espalha pelo ar, ainda, Bruxelas tem cheiro de cultura pura; as ruas são uma galeria de arte a céu aberto, para completar, as árvores mostravam que logo vai esfriar mais, e mais quer dizer menos. Menos como o -1 que já fez na França.
Depois de um final de semana em que ri muito como Bruno e Giuliano, cheio de surpresas e descobertas de mim mesma (sim, alguns segredinhos guardados), veio algo que nunca fiz antes: apresentação na faculdade em inglês, mesmo estando na França, as aulas são em inglês (bom lembrar isso). E vou contar para vocês, tremi a perninha e tive que respirar fundo para não fazer muito feio hehehe. Bem, termino o post, como começei: quanto menos esperamos, mais nos surpreendemos. E isso vale para tudo e eu, ah eu adoro ser surpreendida!!!!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
mar, viagem, dois meses...
Semana passada, foi feriado aqui também, porém, dia 1 de novembro: todos os santos (e não 2 de novembro como no Brasil) fomos para o Monte St. Michel, St. Malo e Normandia. Ver o mar é sempre renovador. Caramba, como pode? que energia que tem a água salgada, a areia (mesmo com textura diferente), o cheiro... isso me renova, foi uma viagem inesquecível. Dirigimos por estradinhas que pareciam cenas de filme, vimos paisagens e folhas caindo que viraram momentos mágicos. Em St.Malo vimos um pôr-do-sol lindo, aquele céu laranja com o mar ajudando... bah, é impagável!
Dois meses aqui, falam que o tempo passa rápido e que temos que aproveitar: estamos sabendo aproveitar, cada um do seu jeito, com todas particularidades e loucuras, com essa mistura de novo com saudade, de curiosadade e de medo, com cheiro de vinho e champagne, sabor de lentilha e crème brûlèe... é, o quarteto fantástico tem aproveitado bem!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
greve, temperatura negativa e selo no passaporte
França tem greve, e greve forte. Desde que chegamos já teve greve do RU, dos trens e agora a mais forte delaa. A dessa vez bloqueou refinarias e isso tem fechado postos de combustível e feito com que se instale o caos. Essa greve é um protesto contra a reforma previdenciária que será votada essa semana. A França é um país marcado por trabalhadores que seguem o lema "liberdade, igualdade e fraternidade" e une-se a isso a democracia e a sede por direitos e tem-se a greve e as consequências que esse grito social carrega em si. Aqui é interior, então não estamos vendo os protestos de forma forte, mas adiamos uma viagem para Normandia já que não sabemos até quando vai durar, se Lady Gaga cancelou seu show em Paris nesse final de semana, quem somos nós para não adiar (em uma semana) nossa viagem? E falando em direitos, agora tenho direitos à alguns benefícios franceses. Tenho minha carte de séjour e sou moradora francesa, fui ao CAF hoje e parecesse muito com uma agência do INSS do Brasil, e o CAF nada mais é que uma "bolsa-família", desculpe a generalização, mas é mais ou menos assim (entre outros beneficíos): se estuda tem direito, logo, eu também tenho.
Trocando de assunto, e falando de tempo, não tempo ruim de greves e protestos, mas tempo de temperatura negativa, quase dois meses, e ao acordar vi a temperatura de -2,
era um frio diferente do nosso do sul, já dá para notar como será o inverno se estamos ainda no outono. Acho que vou enjoar de ver neve :-)
au revoir
Trocando de assunto, e falando de tempo, não tempo ruim de greves e protestos, mas tempo de temperatura negativa, quase dois meses, e ao acordar vi a temperatura de -2,
era um frio diferente do nosso do sul, já dá para notar como será o inverno se estamos ainda no outono. Acho que vou enjoar de ver neve :-)
au revoir
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segundo, terceiro, quarto... olhar
Voltei a Londres, 5 anos depois, muitas situações novas, outras, nem tanto. Emoções que se repetem e se modificam, como podemos ser diferentes cada dia?
Sempre soube que voltaria a Londres, desde que fui embora. Sabia que iria voltar e isso era mesmo uma sensação perene, então, há uns meses, como um furacão que passou na minha vida eu vim para França e daqui voltei a Londres (a passeio dessa vez). E a sensação de de retorno e mudança continua perene em mim. Além de ver Londres de outro modo, me vejo sempre a mesma e sempre diferente. É estranho ter a sensação de mudança, mas saber que minha essência não mudará. Que posso ter vários olhares sob situações e pessoas diferentes, de ver que tudo pode ser mais fácil, de notar como eu me preocupo com antecedência e de nada adianta, de como eu tenho medos que são inviáveis, de algumas vezes até me acomodar e deixar o mais fácil acontecer, porém, ao mesmo tempo uma sede insana por não me acomodar, de buscar sempre algo que ainda fico na dúvida do que é. Será que sempre vou ter essas dúvidas? Será que sempre terei olhares diferentes e sempre buscando algo? No tempo que eu estava em Londres guardo inúmeros sentimentos, guardo amizades e um amor que tive, guardo lembranças que me fizeram melhor, me fizeram menos ingênua e até mesmo me mostraram que posso superar meus limites quando eu quiser. Aqui tem sido menos difícil que foi em Londres, de saudade, de morar, de conviver... talvez por eu ser diferente do que era, talvez por aqui ser diferente de lá, o que importa é que aqui tem me feito ainda mais humana tanto quanto Londres me vez e que guardarei lembranças e ensinamentos para sempre...
Au revoir
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Saudade...
Aperta e doi... a saudade é mesmo bem dolorida.
Estou bem, com saudades, mas bem. As aulas (sim, vim para cá para estudar, e as aulas tinham que começar!!rsrsr)bem, as aulas começaram, com força quase total, também fazer tantas cadeiras quanto estamos fazendo (Bruno, Lidi, Giuliano e eu) é mesmo para eu não ter tempo de "pensar besteiras"... mas saudade não é besteira! e mesmo com aulas, festas, novos conhecidos, novos amigos, a saudade vem quando ela bem entende.
Sinto saudade de tantas pessoas e coisas: saudade de mãe, pai, irmãos, sobrinhas e amigos, e outros amigos também rsrsr... mas sinto saudade de pastel, de caminhar na redenção, de dia de sol forte, sinto saudade do mar, do cheiro de feijão (preto) novo no prato, de ver televisão no sofá, da minha cama grande. Sinto saudade do pessoal da academia, do RPM, de caneleiras (na academia da faculdade não há caneleiras: machistas! mulher tb malha rsrsr), saudade do meu saco de boxe... essa saudade que sentimos na falta... mas a saudade também faz a gente ficar mais próximo de quem está perto, parece que algumas pessoas se tornam conhecidas de muito anos, amigos de longa data, amigos que sabemos que podemos contar, parceiros mesmo!!!
foi assim quando conheci a Marisa, e agora está sendo com a Lidi... bom ter essa sensação de "apoio", essa amizade que não precisa do tempo para ser forte, amizade que depois deixa, mais um vez, saudade...
A saudade aperta, doi, fortalece e transforma... porque a distância não separa quem é "nosso" de verdade. E parando para pensar bem, as vezes precisamos mesmo de um aperto para dar ainda mais valor as pessoas e coisas
Au revoir!
Estou bem, com saudades, mas bem. As aulas (sim, vim para cá para estudar, e as aulas tinham que começar!!rsrsr)bem, as aulas começaram, com força quase total, também fazer tantas cadeiras quanto estamos fazendo (Bruno, Lidi, Giuliano e eu) é mesmo para eu não ter tempo de "pensar besteiras"... mas saudade não é besteira! e mesmo com aulas, festas, novos conhecidos, novos amigos, a saudade vem quando ela bem entende.
Sinto saudade de tantas pessoas e coisas: saudade de mãe, pai, irmãos, sobrinhas e amigos, e outros amigos também rsrsr... mas sinto saudade de pastel, de caminhar na redenção, de dia de sol forte, sinto saudade do mar, do cheiro de feijão (preto) novo no prato, de ver televisão no sofá, da minha cama grande. Sinto saudade do pessoal da academia, do RPM, de caneleiras (na academia da faculdade não há caneleiras: machistas! mulher tb malha rsrsr), saudade do meu saco de boxe... essa saudade que sentimos na falta... mas a saudade também faz a gente ficar mais próximo de quem está perto, parece que algumas pessoas se tornam conhecidas de muito anos, amigos de longa data, amigos que sabemos que podemos contar, parceiros mesmo!!!
foi assim quando conheci a Marisa, e agora está sendo com a Lidi... bom ter essa sensação de "apoio", essa amizade que não precisa do tempo para ser forte, amizade que depois deixa, mais um vez, saudade...
A saudade aperta, doi, fortalece e transforma... porque a distância não separa quem é "nosso" de verdade. E parando para pensar bem, as vezes precisamos mesmo de um aperto para dar ainda mais valor as pessoas e coisas
Au revoir!
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sábado, 25 de setembro de 2010
comunicação... eu tento!
Se comunicar até não é difícil. Mímicas, imagens, objetos, palavras soltas ou não, ajudam na comunicação, arrumar um jeito de ser entendida. O problema mesmo é se comunicar do jeito certo.
Hoje fui ao cabeleireiro aqui na França. Sim, a louca aqui, foi fazer luzes sem nem saber como se falava: "quero fazer luzes, claras, que não fique tom laranja, e tem que ser fina" hehehe, sim, porque era exatamente isso que eu esperava que ela entendesse quanto eu começei a "me comunicar". Com a sorte maior que o juízo meu cabelo ficou exatamente do jeito que eu queria. Saber como é o procedimento já ajudou (anos fazendo no Brasil, já serviram, rsrsrsrs), aliás essa foi "a semana". Na segunda, dia do meu aniversário, quebrei meu dente embaixo da Torre Eiffel(tudo bem, não foi em qualquer lugar, como disse uma amiga, "foi em lugar chique"), mas quebrou do mesmo jeito e lá fui eu para o dentista tentar me comunicar (mais uma vez saber o procedimento me ajudou), ao menos pude dizer "merci beaucoup" e "très bien" como forma de agradecimento. Mas nem tudo sai bem nessa minha comunicação, e o pior da história é que não foi nada de francês, inglês ou qualquer outra língua, não consegui me comunicar do jeito certo na linguagem do coração mesmo e usando as palavras em português (que eu pensava saber "falar"). Quando quase todas perguntas foram feitas e respondidas, quando se nota que a forma de comunicação não foi a certa e que não adianta usar mímica, imagens ou sons, de que não adianta querer voltar e mudar, quando se nota que o melhor é ficar quieta do que se comunicar... eu noto também que muitas vezes a comunicação que tentamos expor não é recebida do jeito que queremos. Tem sido muito mais fácil entregar meus cabelos (mesmo com medo de ficar careca)e sentar na cadeira do dentista (sem ter certeza que daria certo) do que quando acho que estou verdadeiramente "falando"... se comunicar é fácil, difícil é agir do jeito certo...
Hoje fui ao cabeleireiro aqui na França. Sim, a louca aqui, foi fazer luzes sem nem saber como se falava: "quero fazer luzes, claras, que não fique tom laranja, e tem que ser fina" hehehe, sim, porque era exatamente isso que eu esperava que ela entendesse quanto eu começei a "me comunicar". Com a sorte maior que o juízo meu cabelo ficou exatamente do jeito que eu queria. Saber como é o procedimento já ajudou (anos fazendo no Brasil, já serviram, rsrsrsrs), aliás essa foi "a semana". Na segunda, dia do meu aniversário, quebrei meu dente embaixo da Torre Eiffel(tudo bem, não foi em qualquer lugar, como disse uma amiga, "foi em lugar chique"), mas quebrou do mesmo jeito e lá fui eu para o dentista tentar me comunicar (mais uma vez saber o procedimento me ajudou), ao menos pude dizer "merci beaucoup" e "très bien" como forma de agradecimento. Mas nem tudo sai bem nessa minha comunicação, e o pior da história é que não foi nada de francês, inglês ou qualquer outra língua, não consegui me comunicar do jeito certo na linguagem do coração mesmo e usando as palavras em português (que eu pensava saber "falar"). Quando quase todas perguntas foram feitas e respondidas, quando se nota que a forma de comunicação não foi a certa e que não adianta usar mímica, imagens ou sons, de que não adianta querer voltar e mudar, quando se nota que o melhor é ficar quieta do que se comunicar... eu noto também que muitas vezes a comunicação que tentamos expor não é recebida do jeito que queremos. Tem sido muito mais fácil entregar meus cabelos (mesmo com medo de ficar careca)e sentar na cadeira do dentista (sem ter certeza que daria certo) do que quando acho que estou verdadeiramente "falando"... se comunicar é fácil, difícil é agir do jeito certo...
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